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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

DIÁRIO DE SÃO PAULO DESTACA A MIL E UMA UTILIDADE DA GCM DE SÃO PAULO.




A confusão na apuração do Carnaval forçou a Prefeitura a mobilizar 155 GCMs (guardas civis metropolitanos) e 35 viaturas, na madrugada de sábado, para reforçar a segurança no Sambódromo durante o desfile das escolas campeãs. No ano passado, guardas foram chamados para substituir coveiros em greve e, recentemente, passaram a multar veículos que descartam lixo irregular nas ruas. Mas afinal, qual é a verdadeira função da GCM na capital?

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, a função da Guarda, tanto no Sambódromo como em outros eventos, é cuidar do espaço público, proteger o patrimônio municipal e agentes públicos, fiscalizar o comércio ambulante e orientar o munícipe. Porém, nem sempre é o que se vê.

A população está cansada de assistir confrontos entre guardas e camelôs na região da 25 de Março, com lançamento de bombas de gás, cassetadas e até tiros, mas a secretaria alega que esses são fatos isolados.

“Em toda crise que aparece, o prefeito desloca a GCM. A gente costuma dizer que a Guarda tem mil e uma utilidades, porém, seu efetivo continua praticamente o mesmo desde 2005, quando havia 6.183 guardas. Hoje ela conta com 6.300”, diz o presidente do Sindicato dos GCMs, Carlos Augusto Souza Silva. Segundo Silva, quando alguma região precisa de reforço, guardas são deslocados de outras unidades e quem sempre sofre com isso é a periferia, que fica sem vigilância em parques e escolas municipais.

Por falta de mão de obra, a Secretaria Municipal do Verde contratou a empresa GSV Segurança e Vigilância para cuidar de 36 parques paulistanos. O contrato acabou sendo rompido em outubro do ano passado porque os funcionários faltavam muito. Na ocasião foi anunciado que a GCM faria essa função, mas não há contingente suficiente para tanta atividade.

“Muitas escolas municipais são obrigadas a contratar um vigilante para tomar conta do prédio. Essa pessoa trabalha desarmada com a missão de ligar para a GCM se acontecer alguma coisa”, comenta Silva.

O presidente do sindicato reclama que no ano passado a Prefeitura investiu mais de R$ 100 milhões na contratação de PMs que atuam na Operação Delegada. “Eles fazem em horário de folga serviço que é da Guarda e chegam a ganhar por mês de R$ 1,9 mil a R$ 3 mil, enquanto o salário inicial de um GCM é de R$ 1,2 mil”, disse.

Para o vereador José Américo (PT), da Comissão de Administração Pública da Câmara, não há problema no fato de a Guarda exercer funções de polícia. Contudo, na sua opinião, não há sentido em usar a GCM nos parques e praças porque a PM é muito mais treinada. “O problema é muito mais complexo do que uma simples troca”.

FONTE: DIÁRIO DE SÃO PAULO

Um comentário:

  1. O comentário do vereador é ridículo,só poderia ser do PT.

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VOCÊ É IMPORTANTE. para as mudanças das Guardas municipais..